Olhos
Olhos janelas da alma
Olhos de Emoção
Índole calma
Coração
Vento sopra o refrão
Olhos de cadáver
Absorve hão
Meu ferrão
A brisa bate louca
Olhos ribeirão
Corre o rio solto
Solteirão
Olhos me dizem tudo
Olhos canastrão
São muito falsos
Enganam não
E o tempo corre solto
Olho o meu relógio
Daqui a pouco
Vem o presságio
De que meus ditos olhos
Estão vendo tudo
Alhos e bugalhos
Todo o mundo
Olhos não me separam
Essa confusão
Uma mistura
É alusão
Olhos muito precisos
São muito famintos
Eles vasculham
Os detalhes
Eu preciso dos meus olhos
Para que bem saiba
Trilhar caminhos
Dos sentidos
Para ver o meu mundo
E usar os do espírito
Entender a fundo
Ser humano
Sua alma
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